Da informatização à transformação digital: uma linha do tempo da TI corporativa
A Tecnologia da Informação dentro das empresas não nasceu estratégica. Ela se tornou.
O que hoje chamamos de transformação digital começou décadas atrás, com iniciativas muito mais simples, que tinham um único objetivo: parar de usar papel.
Entender essa evolução ajuda empresas a perceberem em que estágio estão e, principalmente, qual é o próximo passo.
Anos 70 e 80: A era da informatização
A TI corporativa nasce com um propósito operacional.
- Substituir registros em papel.
- Automatizar cálculos manuais.
- Gerar relatórios mais rápidos.
- Reduzir erros humanos em rotinas administrativas.
Surgem os primeiros CPDs, terminais monocromáticos e sistemas centralizados em grandes computadores. A TI era vista como centro de custo e não como vantagem competitiva.
O foco era: informatizar processos existentes, sem mudá-los.
Anos 90: A era dos sistemas de gestão
Com a popularização dos computadores pessoais e das redes locais, surgem os sistemas de gestão (ERPs, CRMs, softwares financeiros, RH, estoque).
Aqui acontece uma virada importante:
- A informação deixa de ser isolada.
- Departamentos passam a compartilhar dados.
- A empresa começa a depender do sistema para funcionar.
A TI passa a ser infraestrutura essencial.
Ainda assim, os sistemas seguem os processos como eles são.
Anos 2000: A era da integração e da internet
A internet muda o jogo.
- Sistemas passam a conversar entre si.
- Surgem APIs e integrações.
- Portais, intranets e sistemas web se tornam padrão.
- Clientes e fornecedores passam a interagir digitalmente com a empresa.
Aqui nasce o conceito de integração de sistemas, algo que muitas empresas ainda lutam para alcançar hoje.
A TI começa a impactar a experiência do cliente.
Anos 2010: A era da mobilidade, cloud e dados
A computação em nuvem, os smartphones e a explosão de dados mudam o foco novamente.
- Sistemas deixam de estar “no servidor da empresa”.
- Informações passam a ser acessadas de qualquer lugar.
- Dados começam a orientar decisões.
- Mobilidade vira requisito básico.
A pergunta deixa de ser “tem sistema?” e passa a ser “o sistema gera inteligência?”.
Anos 2020: A era da transformação digital
Agora, a tecnologia não apenas apoia o processo.
Ela define como o processo deve ser.
- Automação de ponta a ponta.
- Integrações completas entre áreas.
- Eliminação de retrabalho.
- Uso de IA e analytics.
- Sistemas personalizados ao negócio.
Aqui, não se informatiza mais o processo antigo.
O processo é redesenhado a partir do que a tecnologia permite.
Em que ponto sua empresa está?
Muitas empresas acreditam estar em transformação digital, quando na verdade ainda estão na fase de:
- Informatização básica.
- Sistemas isolados.
- Falta de integração.
- Dependência de planilhas.
- Retrabalho manual entre departamentos.
Transformação digital não é ter sistemas.
É ter processos pensados digitalmente.
O papel da TI estratégica hoje
A TI moderna dentro das empresas precisa:
- Entender o negócio.
- Mapear processos.
- Identificar gargalos operacionais.
- Propor automações reais.
- Integrar o que está isolado.
- Criar sistemas que eliminem retrabalho.
Isso é muito diferente de apenas “desenvolver um software”.
Conclusão
A jornada da TI corporativa mostra uma evolução clara:
Do papel para o sistema.
Do sistema para a integração.
Da integração para a inteligência.
Da inteligência para a transformação.
Empresas que entendem essa linha do tempo conseguem enxergar com clareza onde estão e o que precisam fazer para evoluir.
Transformação digital não é tendência.
É o próximo estágio natural da maturidade tecnológica das organizações.


